Doenças Negligenciadas: o retrato da invisibilidade e a urgência da inovação em saúde

Da esquistossomose à hanseníase, o Brasil enfrenta velhos parasitas e novos desafios científicos em pleno século XXI
Apesar dos bilhões de dólares anuais investidos em inovações de ponta, 1,7 bilhão de pessoas ainda convivem com doenças negligenciadas — enfermidades que afetam principalmente populações pobres, tropicais e com baixa atratividade comercial.
O retrato da negligência
As principais doenças negligenciadas no Brasil incluem doença de Chagas (mais de 1,5 milhão de brasileiros), hanseníase (Brasil é o segundo país com mais casos no mundo), esquistossomose, leishmaniose, dengue e chikungunya.
Esquistossomose: o caso emblemático
Presente no Brasil desde o período colonial, mais de 25 milhões de brasileiros vivem em áreas de risco. O tratamento é eficaz, mas não impede reinfecções.
O cenário regulatório e a erosão da atenção pública
Em 2025, a Conitec recomendou a exclusão da oxamniquina da lista de medicamentos do SUS, escancarando o encolhimento do investimento público em doenças negligenciadas.
Tecnologias emergentes e novas fronteiras
Pesquisadores usam IA para prever surtos de esquistossomose e algoritmos de imagem para identificar lesões precoces de hanseníase.
A Green Rock é uma gestora de investimentos independente, focada em negócios de Venture Capital e Private Equity de alto potencial no setor da saúde do Brasil e toda a América Latina.



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